"Deus nos promete a vida eterna, mesmo porque, se não fôssemos nós, o que seria dele? Um deus dos hipopótamos, das aranhas, das lagartixas?" (Mario Quintana)



Em 2015 chegamos a um ano sobre uma nova fase da obra do poeta brasileiro Manoel de Barros. É que, depois da vida de qualquer escritor, há outra, que chamaríamos de sobrevida; a feita da eternidade se assim a obra alcançar força suficiente para romper a dimensão palpável do tempo. É bem verdade que nada sabemos de eternidades, nem saberemos nunca porque, nessa vida não viveremos o suficiente e, ainda que vivêssemos ad eternum, também não teríamos a dimensão exata do que seria a eternidade. Estamos diante de uma palavra traiçoeira, labiríntica, que não nos oferece saídas pela via comum da razão. Mas, sabendo que o eterno é esse tempo que se perpetua de um passado distante para o presente, deixemos então de deambulações e pensemos apenas dessa maneira: um dia a mais, é sempre uma peça a mais na extensão desse labirinto sem fim. Pela impossibilidade de determinar o eterno e porque ninguém é versado em saber o futuro não alcançamos acertar quais obras (ou se obras como a do nosso poeta) alcançarão essa dimensão; suspeitamos apenas que, uma poesia assim tão quista como a sua, alçada à superfície do extenso coro de vozes que dão forma à tradição da literatura (e ainda em vida), tenha o vigor para tanto. O resto está inscrito nos desígnios insondáveis do tempo. Fiquemos, então, com outra verdade: essa eternidade não é feita apenas da obra – ela necessita (e muito!) da força dos vivos, os leitores. E é como leitores da poesia de Manoel de Barros que esta edição é agora apresentada. Para a eternidade fica uma pequena peça – inútil, podem pensar uns – mas, se de inutilidades o poeta constrói um universo à parte com a mesma força da forma real, por que não essa pequena peça ser um elemento plurissignificativo nesse eternizamento ou na sobrevida do poeta? 

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7faces. Ano VI, 11 edição, jan.-jul. 2015

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Organização
Pedro Fernandes de Oliveira Neto
Cesar Kiraly

Capa
David de las Heras

Projeto gráfico, editoração eletrônica e diagramação
Pedro Fernandes de Oliveira Neto

Páginas

248

Formato
edição eletrônica

Autores desta edição
Ondjaki, Jørge Pereira, Izabela Orlandi, Juliana Hollanda, Valter Hugo Mãe, Fernanda Fatureto, Sebastião Ribeiro, Lucas Perito, Mia Couto, Marcelino Freire, Samuel Pimenta, Abilio Maiworm-Weiand, Mauricio Goldani Lima, Sandro Teixeira, Ricardo José Pérez Segura, Bruna Pianto  

Autores convidados
Vicente Franz Cecim, Maria Heloísa Martins Dias


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Há muito que sonhávamos dar conta de uma edição que colocasse em relevo a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. Ela está, sem nenhuma dúvida, entre os nomes mais significativos da poesia escrita em língua portuguesa no último século. As razões para darmos atenção ao trabalho da poeta portuguesa tem outra dimensão para além da significativa importância que sua obra assume para a literatura escrita no idioma de Camões: é um nome cuja atenção aqui no Brasil ainda não alcançou o limite merecido por sua obra. Além dos poetas que estão organizados em dois cadernos – nomes do Brasil e de Portugal – e dos textos dos ensaístas convidados que se revezam em assinalar a importância da poesia de Sophia, trouxemos, sobre a poeta, imagens raras, poemas, edições fac-similar de textos seus e a compilação de outros; material este que, no âmbito do cenário nacional chega a figurar como inédito aos olhos do leitor convencional. 


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Espuma das palavras, de Rui Santos (opúsculo encartado no n. 11 da Revista 7faces)

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Gênero
Poesia

Capa e ilustrações
Diane Sbardelotto

Páginas
74

Sobre o opúsculo
Espuma das palavras traz a relevo o exercício da força imaginativa do escritor como produto da relação com os acontecimentos de sua própria vida, das leituras e da aproximação que mantém com os principais temas de seu tempo” (Pedro Fernandes)
7faces. Ano V, 10 edição, ago.-dez. 2014

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Organização
Pedro Fernandes de Oliveira Neto
Cesar Kiraly

Capa
Sergio Lucena

Projeto gráfico, editoração eletrônica e diagramação
Pedro Fernandes de Oliveira Neto

Páginas
204

Formato
edição eletrônica

Autores desta edição
Ricardo Escudeiro, Bianca Coggiola, Stefano Calgaro, Suzy Freitas, Guilherme Dearo, Alexandre Guarnieri, Nathan Matos Magalhães, José de Paiva Rebouças, Rodrigo Della Santina, Douglas Siqueira, José Carlos Brandão, Victor Prado

Autores convidados
Alexandre Bonafim Felizardo, Pedro Belo Clara

Encarte
Encartado a esta edição foi publicado o opúsculo Espuma das palavras, de Rui Santos (aqui)


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